sábado, 23 de fevereiro de 2013

50 anos de Porsche 911: conheça as gerações que fizeram a história do modelo

Códigos de projeto utilizados internamente pela fábrica foram adotados pelos "porschemaníacos" para diferenciar as várias gerações do Porsche 911. Veja quais foram elas e as razões que as tornaram históricas.

Teste de logotipia do 911 Carrera RS, sucesso da Porsche em 1973.
O primeiro 911 (1963): o nascimento de uma lenda
"901": protótipo do carro que, depois do lançamento, seria renomeado como 911.
Como sucessor do Porsche 356, o 911 ganhou logo de cara os corações dos apreciadores de carros esportivos. O protótipo foi revelado no Salão de Frankfurt (IAA) em 1963 como 901 e renomeado 911 para seu lançamento de mercado em 1964. Seu motor boxer de seis cilindros refrigerado a ar entregava 130 cv, dando a ele uma velocidade máxima impressionante de 210 km/h. Se você quisesse ir mais devagar, a partir de 1965 você também podia optar pelo Porsche 912 de quatro cilindros. Em 1966 a Porsche apresentou o 911S de 160 cv, o qual também foi o primeiro a ter rodas Fuchs em liga metálica forjada. O 911 Targa, com seu característico santantônio com acabamento em aço escovado, fez sua estreia no fim de 1966 como primeiro cabriolet seguro do mundo. A transmissão semiautomática Sportomatic de quarto velocidades ingressou na linha em 1967. Com o 911T do mesmo ano, e subsequentes variantes E e S, a Porsche se tornou a primeira montadora alemã a cumprir as rígidas regras de emissões de gases norte-americanas. O Porsche 911 ficou cada vez mais potente: seu motor passou de 2,2 litros (1969) para 2,4 litros (1971). O 911 Carrera RS 2.7 de 1972 com 210 cv, que pesava menos de uma tonelada, continua como sinônimo de carro dos sonhos até hoje. Sua traseira característica, apelidada "ducktail" ("cauda de pato"), representou o primeiro spoiler traseiro mundial em um veículo de série.

Série G (1973): a segunda geração
"Geração G": 911S de 1974.
Dez anos após a estreia, os engenheiros da Porsche deram ao 911 sua primeira repaginada. O modelo G foi produzido de 1973 a 1989, ou seja, por um período mais longo do que qualquer outro 911. Possui para-choques proeminentes, uma inovação desenhada para que o carro fosse aprovado nos rígidos crash-tests norte-americanos. As proteções para os ocupantes foram melhoradas: o cinto de segurança de três pontas tornou-se item de série, assim como encostos de cabeça integrados. Um dos mais importantes marcos na saga 911 foi a apresentação de 1974 do primeiro Porsche 911 Turbo com motor de 3 litros que desenvolvia 260 cv e com um spoiler traseiro enorme. Com sua mistura de luxo e desempenho, o Turbo tornou-se sinônimo da mística da Porsche. O salto seguinte de desempenho veio em 1977 com o 911 Turbo 3.3 equipado com intercooler. Desenvolvendo 300 cv, era o melhor de sua categoria. Em 1983, o 911 Carrera naturalmente aspirado substituiu o SC; com um motor de 3,2 litros e 231 cv, tornou-se um item favorito de colecionadores. A partir de 1982, os entusiastas também podiam pedir o 911 como Cabriolet. O 911 Carrera Speedster, lançado em 1989, evocava o lendário 356 dos anos 1950.

964 (1988): modelo clássico
"964": 911 Carrera 4 nas versões cupê, Targa e Cabriolet.
Quando os "experts" previam o fim iminente de uma era, em 1988 a Porsche apresentou o 911 Carrera 4 (964). Depois de 15 anos de produção, a plataforma 911 foi radicalmente renovada com 85% de novos componentes, dando à Porsche um veículo moderno e sustentável. Externamente, o 964 se diferenciava de seus antecessores apenas em alguns detalhes, como para-choques de poliuretano aerodinâmicos e spoiler traseiro automaticamente expansível, mas internamente era completamente diferente. O novo modelo foi desenhado para cativar motoristas não apenas com desempenho esportivo: mas também com conforto. Isso veio com ABS, Tiptronic, direção hidráulica e um chassi completamente redesenhado com braços de comando de liga leve e molas espirais em vez de suspensão com barra de torção. Um membro revolucionário da nova linha 911 foi, desde o começo, o modelo Carrera 4 com tração integral. Além das versões Carrera Coupé, Cabriolet e Targa, a partir de 1990 os clientes também podiam pedir o 964 Turbo. Inicialmente movido por um motor boxer de 3,3 litros, em 1992 o Turbo foi atualizado para um de 3,6 litros e 360 cv. Hoje, 964 Carrera RS, 911 Turbo S, e 911 Carrera 2 Speedster são carros particularmente visados por colecionadores.

993 (1993): os últimos modelos com motor refrigerado a ar
"993": 911 Carrera, versões cupê e Cabriolet.
O 911 com número interno de projeto "993" é até hoje o verdadeiro amor de muitos dos fãs de Porsche. O estilo marcante tem muito a ver com isso. Os para-choques integrados sublinham a elegância das linhas e a seção frontal é mais baixa que nos modelos anteriores, algo que se tornou possível com a substituição dos faróis circulares por polielipssoidais. O 993 rapidamente adquiriu reputação devido à excepcional confiabilidade e dirigibilidade. Era também ágil, já que foi o primeiro 911 a ter um chassi em alumínio totalmente novo. A versão turbo foi a primeira a ter motor biturbo, assegurando os mais baixos níveis de emissões em um motor de carro de série do mundo em 1995. As rodas de alumínio com aberturas em concha (hollow spoke), nunca usadas antes em qualquer outro carro, foram outra inovação da versão turbo com tração nas quatro rodas. O Porsche 911 GT2 visou ser a mais pura essência de carro esporte a alimentar a emoção das altas velocidades. O teto de vidro com acionamento elétrico, que deslizava até se alojar sob a janela traseira, foi uma das inovações do 911 Targa. Mas a razão principal para os autênticos entusiastas de Porsche ainda reverenciarem o "993" é que este modelo, produzido de 1993 a 1998, foi o último 911 com motor refrigerado a ar.

996 (1997): refrigeração líquida
"996": a primeira com motor refrigerado a água.
O 996, produzido de 1997 a 2005, representou o maior ponto de inflexão da história do 911. Ele preservou todo o caráter de sua herança clássica, mas era um carro totalmente novo. Esta geração foi a primeira a ser movida por um motor boxer refrigerado a água. Graças às quatro válvulas por cilindro, chegou a 300 cv e estabeleceu novos padrões em termos de redução de emissões, ruídos e consumo de combustível. O estilo externo era uma reinterpretação da linha clássica do 911, mas com um coeficiente de arrasto mais baixo (cW 0,30). As linhas do "996" foram também resultantes do compartilhamento de componentes com o bem sucedido Boxster, lançado em 1996. Sua mais óbvia característica externa eram os faróis dianteiros com luzes de posição (pisca-pisca) integradas - algo que no começo gerou controvérsias, mas depois foi copiado por muitos outros fabricantes. No interior, os ocupantes desfrutavam de um habitáculo completamente novo. O conforto de direção passava a ter um papel importante, ao lado das características tipicamente esportivas. Com o 996, a Porsche iniciou uma ofensiva sem precedentes, por meio da oferta de uma variedade de versões. O 911 GT3 tornou-se um dos destaques da linha em 1999, mantendo viva a tradição do 911 Carrera RS. O 911 GT2, primeiro carro equipado com freios de cerâmica como equipamento de série, chegou ao mercado em 2000 com a aura de carro esporte levado aos limites.

997 (2004): clássico e moderno
"997": Porsche 911 Carrera S
Em julho de 2004, a Porsche revelou a nova geração das versões 911 Carrera e 911 Carrera S, identificadas internamente como "997". Os faróis em formato ligeiramente oval com piscas separados na seção frontal dianteira representaram um retorno visual aos modelos 911 mais antigos - mas o "997" oferecia muito mais que apenas estilo. Era um carro de alto desempenho, com motor boxer de 3,6 litros com 325 cv de potência, enquanto o novo motor de 3,8 litros do 911 Carrera S entregava incríveis 355 cv. O chassi também foi substancialmente retrabalhado e o Carrera S passou a ter PASM (gerenciamento de suspensão ativa Porsche) como equipamento de série. Em 2006, a Porsche lançou o 911 Turbo, primeiro automóvel de produção com motor a gasolina a possuir turbocompressor com turbinas de geometria variável. Uma atualização do modelo foi feita em 2008, tornando o "997" ainda mais eficiente graças à introdução de injeção direta de combustível e embreagem com discos duplos. Nunca antes o 911 teve tantas versões à disposição, adequando-se praticamente à preferência individual dos compradores. As variações de Carrera, Targa, Cabriolet, tração traseira ou integral, Turbo, GTS, séries especiais e edições de rua dos carros de corrida GT resultaram em 24 versões diferentes.

991 (2011): refinado pela experiência
"991": Porsche 911 Carrera 4S
Este carro, conhecido internamente como "991", representa o maior salto técnico na evolução do 911. Já um modelo de referência em sua classe desde décadas antes, o novo 911 teve, em sua mais recente geração, aumentado o desempenho e a eficiência a novos níveis. Suspensão totalmente nova com uma distância entre-eixos maior, bitola mais larga, rodas e pneus maiores e habitáculo otimizado ergonomicamente - tudo isso adicionou ainda mais esportividade e conforto ao 911. Tecnicamente, o 911 é o exemplo ideal da filosofia Porsche Intelligent Performance: consumo de combustível ainda mais baixo com desempenho superior. Isto, em parte, se deve à menor cilindrada do motor do Carrera (3,4 litros, ainda assim desenvolvendo 5 cv a mais que no "997 II") e à construção híbrida em aço/alumínio, que reduziu significativamente o peso. Outras inovações incluem o Porsche Dynamic Chassis Control (PDCC) e a primeira caixa de câmbio manual de sete velocidades. O estilo do 911 foi aclamado pela crítica: silhueta fluida e alongada, contornos sugestivos, detalhes desenhados com precisão fazem a sétima geração do Porsche 911 ser indiscutivelmente a continuação do pioneiro 911 ser mais uma vez a quintessência do design automotivo. É o melhor 911 de todos os tempos - até que a próxima geração seja apresentada.

Fotos: Porschepress



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